Número de mulheres praticando corridas de rua no mundo ultrapassa o de homens

Um problema de saúde do pai, ocorrido em 2006, motivou a gerente de projeto na área de tecnologia da informação Virginia Maria Araújo Viana a abandonar a vida sedentária. Na corrida, ela encontrou mais do que uma atividade física. Encontrou uma parceria. Aos 53 anos, ela faz parte de uma estatística curiosa. No ano passado, pela primeira vez desde 1986, o número de mulheres praticando corridas de rua no mundo ultrapassou o de homens.

"Eu fui sedendária a minha vida toda. Quando estava grávida da minha filha, meu pai teve um AVC hemorrágico muito sério. Ele era hipertenso e diabético. E aquilo ali me deu um estalo", lembra Virginia. "Quando minha filha tinha uns dois anos, pesquisei e decidi entrar em uma academia. Eu estava com sobrepeso, me tornei hipertensa, e estava com um nível de glicose muito alto", continua.

Mas Virginia ainda estava inquieta. Ela via a musculação como uma atividade saudável, mas não era o que gostava de fazer. E na academia, foi apresentada a um grupo de corrida. Entrou, para nunca mais sair. "Lá, eu me encontrei", recorda. Começou correndo 5 km, depois esticou a distância e passou a disputar provas de rua de 10 km, até experimentar, no ano passado, a primeira meia maratona (21 km), em Florianópolis.

"A corrida, para mim, hoje em dia é uma terapia. É uma sensação de liberdade. Ela serve para que eu possa desestressar, além de ser um desafio. Passei a ter uma motivação a mais para fazer o exercício. Até a musculação. Hoje eu faço musculação para fortalecer e não ter uma lesão durante a corrida", finaliza.


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